Morenense lança livro sobre a ONG

O professor de música e maestro da Orquestra de Cordas do Movimento Pró-Criança, Crisóstomo Santos, lança na quarta-feira (22) o livro "Lugar de criança não é a rua...". A obra publicada pela editora pernambucana Bagaço, e que conta a história da ONG que está comemorando 25 anos de fundação, será apresentada ao público na praça de eventos do Paço Alfândega, no Bairro do Recife, a partir das 19h.

O livro, o primeiro da carreira do clarinetista que está há 11 anos na ONG, é fruto da dissertação de mestrado em ciências da religião que foi aprovada em setembro do ano passado na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). O prefácio é assinado pelo professor doutor Newton Darwin de Andrade Cabral e a apresentação pelo diretor-presidente do Pró-Criança, o engenheiro e professor Sebastião Barreto Campello. A solenidade de lançamento será aberta com show da orquestra regida por Santos.

Em 200 páginas, o músico faz um resgate da história da instituição a partir dos depoimentos do idealizador do Movimento, o doutor Sebastião, e dos primeiros funcionários e voluntários que em 1993 começaram a trabalhar com jovens em situação de rua.

"O Pró-Criança só é esta instituição forte e com credibilidade na sociedade hoje por causa do suporte da Igreja Católica que teve desde o início. A ONG soube aliar os princípios e os limites que a religião ensina com o poder de disciplinar e de abrir possibilidades que a arte promove", afirmou Santos.

Fundado em 27 de julho de 1993, pelo então arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, o Pró-Criança é uma entidade sem fins lucrativos que visa minimizar as dificuldades vivenciadas pelos jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica da região metropolitana por meio de trabalhos sociais.

O livro "Lugar de criança não é a rua…" é dividido em três capítulos e também discute a capacidade da Doutrina Social da Igreja de gerar vidas com dignidade, contrapondo-se ao serviço puramente assistencialista.

"A grande pergunta era se o Pró-Criança fazia assistencialismo apenas para suprir uma lacuna do Estado ou, de fato, a instituição usou esse meio para promoção da ação social? O leitor vai entender que no começo o assistencialismo, como a distribuição de sopa, foi uma estratégia para se aproximar daqueles meninos que viviam à margem da sociedade e deu certo, mais de 30 mil tiveram suas vidas transformadas", disse.

Ilustrada com imagens dos principais projetos desenvolvidos atualmente pelo Pró-Criança, a obra também apresenta os depoimentos de 15 egressos, sendo seis deles funcionários da ONG que fazem questão de retribuí o que receberam colaborando com o funcionamento das três unidades – Coelhos, Recife Antigo e Piedade.

O livro "Lugar de Criança não é a rua…" faz parte de uma coleção de 13 títulos produzidos a partir das dissertações de mestrado do Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião da Unicap.



SOBRE O AUTOR
Crisóstomo Santos é natural de Moreno (PE). É mestre em ciências da religião pela Unicap, pós-graduado em ensino de história das artes e das religiões pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e em metodologia do ensino da música pelo Centro Universitário Internacional (Uninter). É bacharel em clarinete pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atualmente é professor de clarinete do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE); professor, maestro e arranjador da Orquestra de Cordas do Movimento Pró-Criança; clarinetista/claronista da Banda Sinfônica da Cidade do Recife, Quarteto de Sopros de Pernambuco e do Grupo SaGRAMA.

Publicado por Assessoria Movimento Pró-Criança na data de 20/08/2018 às 13:18 e impresso na data de 18/12/2018.