Convenções definem candidatos a prefeito

Data: 01/07/2008 | Hora: 13:51 | Por: Leonardo Rodrigo


A campanha já começou. No domingo, 29/06, foram realizadas as convenções do PSDB e PMDB. A primeira no Clube Société e a segunda na quadra do Colégio Baltazar Moreno. O PSDB deu inicio a sua por volta das 12h. Do lado de fora do clube, candidatos a vereador aguardavam com seus correligionários a chegada de Vavá e Jane Mendonça, candidata a vice na chapa. Assim que os dois chegaram ao local, deram início a uma pequena passeata que atravessou a Praça da Bandeira antes de entrar no clube. Já no palco se aglomeravam as dezenas de candidatos a vereador. Mas o primeiro a falar foi Elias Gomes, candidato a prefeito de Jaboatão. Logo depois, foi dada a palavra ao vereador Eli Mota, que tenta a reeleição. Foi um momento delicado. Por que ao ser anunciado o nome do vereador, poucos o aplaudiram, outros o vaiavam, e, um mais exaltado, o chamava de ladrão. Depois, outros candidatos tiveram vez com a palavra até o momento de Jane e Vavá falarem. Sem muitas novidades, eles acusaram o atual governo de improbidade administrativa e perseguição. Mas proposta concreta, nada. O Senador Sérgio Guerra compareceu ao evento para dar seu apoio a Vavá.

Na quadra do Baltazar, a coligação Frente de um Novo Tempo, que é composta pelos partidos PMDB, DEM, PHS, PSL, PRP, PSDC, PRTB e PP, deu início ao evento por volta das 13h. O prefeito-candidato chegou apresentando seu novo vice, Nino de Enoque, que tá estreando na política. A quadra estava cheia (não lotada), só que muitos vestiam camisas de candidatos a vereador. Os discursos não foram diferentes da outra convenção. Só que deste lado, o mote foi a perda da verba federal de R$ 5,2 milhões por causa de uma suporta manobra da oposição. Esse assunto também foi explorado pelos deputados Edgar Moury e Teresinha Nunes. Depois de pouco mais de uma hora e meia, foi a vez de Edvard falar. Ele usou a palavra para exaltar suas ações frente a prefeitura e denunciar as perseguições que diz esta sofrendo.

E na noite da última segunda-feira(30/06) o Partido dos Trabalhadores lançou sua candidatura própria a prefeito da cidade. É a primeira vez que o PT de Moreno deixa de ser um mero coadjuvante para tentar ser o ator principal da política municipal. E Alfredo Costa poderá assumir esse papel. A Frente Socialista do Moreno (PT, PSB, PTN, PMN E PC do B) ainda homologou Dilma Soares como vice na chapa. Alfredo não fez a menor cerimônia e bateu nos outros candidatos num discurso só. Enquanto acusava o atual prefeito de ditador e de está apenas preocupado com a família (emprego de familiares na prefeitura), creditava a falência do município ao ex. Antes, subiram ao palanque o prefeito do Recife, João Paulo, e o ex-prefeito de Vitória, Aglailson. Que em seus discursos também seguiram a mesma linha de Alfredo. Adilson Gomes estava presente junto com seu filho, Dilsinho, trazendo o apoio do governador Eduardo Campos. Um momento engraçado da convenção foi quando Dilsinho chamou Edvard e Vavá de Tico e Teco (personagens de desenho animado) fazendo menção ao revezamento de poder que os dois fazem há quase três décadas.

Aliás, já flagrei a primeira contradição desta campanha. Na convenção do PSDB, o locutor afirmou várias vezes que aquela coligação tinha o apoio do governador e do presidente Lula. Será que eles irão apoiar dois candidatos na mesma cidade? Difícil.

Mas já foi dada a largada para a corrida eleitoral. Será momentos de muitas promessas possíveis e impossíveis. Basta nós eleitores analisarmos qual delas é mais coerente. Afinal, estamos falando da administração da cidade onde moramos, e por isso devemos participar ativamente desses debates. Temos o direito de cobrar e exigir. Não podemos ser apenas mero ingrediente nesse caldeirão.

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