Na Câmara a Compesa é a bola da vez

Data: 30/09/2009 | Hora: 20:31 | Por: Leonardo Rodrigo


O debate prometia ser bom, mas não passou daquilo que já estamos cansados de ouvir. E o pior, sem propostas reais para solucionar os problemas de abastecimento e saneamento de Moreno. Trata-se da audiência pública marcada nesta quarta, 30/09, pela Câmara Municipal para debater o assunto. Mas que não verdade não passou de uma repetição de uma ladainha que os morenense ouvem há vários anos.

O presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), João Bosco, foi convidado não compareceu, o que provocou indignação nos presentes. No seu lugar foi Tarcísio Morais, que é responsável pelo setor de operações. Coincidentemente, estava faltando água no centro durante a audiência. Tarcísio tentou explicar que naquele momento a Estação de Tratamento de Água (ETA) passava por uma manutenção, e que o serviço seria normalizado até as 14 horas. Indagado sobre a situação dos equipamentos responsáveis pelo abastecimento da cidade, ele apenas afirmou que novas bombas foram adquiridas, mas que faltava a instalação do quadro elétrico para fazê-las funcionarem.

Outra questão abordada pelo funcionário da Compesa foi em relação a obras de saneamento que deixaram a cidade com enormes buracos em suas vias. Segundo ele, existe uma proposta que será entregue a prefeitura, para que ela fique responsável pela reposição do calcamento. A companhia irá ressarcir o município pelo serviço realizado. Para Tarcísio, essa seria a maior preocupação da Compesa. Para o secretário de infra-estrutura, Humberto Holanda, existem dois tipos de companhia: A Compesa de serviços e a Compesa de Saneamento. Essa última estaria sendo representada pela Dornellas Engenharia, empresa responsável pela obras na cidade. Ele afirma que a secretaria faz sua parte fiscalizando a recolocação do pavimento. Mas o que vê são obras má planejadas, com uma má gestão e má executadas.

Humberto afirmou que recebeu vários prazos da Dornellas para o término dessas obras. O último anunciado pela empresa termina no próximo dia 13. Em seguida, alguns populares puderam falar. A maioria reclamou da falta de informação por parte da companhia no dia que seriam feitas tais manutenções que deixaram a cidade sem água. “Falta água por 3, 4 ou mais dias. Precisamos de mais respeito por parte da Compesa e que colocasse pelo menos um aviso no carro de som para que pudéssemos armazenar água” desabafou Cida Lemos. Outros demonstram sua revolta, ao afirmar que esta articulando junto com os vizinhos no João Paulo II a retirada dos relógios dágua, para que os mesmo fossem jogados na frente do escritório da companhia.

Enquanto que outros reclamavam que não tinham água nas torneiras mas a conta chegava todo o mês. Uma moradora do Olaria afirmou que a localidade sofre a pelo menos oito anos com o abastecimento, mas que suas contas em atraso já somam pelo menos R$ 1.314. Sem muitas novidades, os vereadores falaram na seqüência. Apenas uma noticia deixou os presentes ainda mais indignados. A informação foi dada pelo Professor Joaquim, de a nova barragem que seria construída na cidade, orçada em R$ 5 milhões, foi tirada do orçamento, e só deverá voltar nos próximos anos. Outro dado que deixou as pessoas apreensivas foi a confirmação da cobrança do serviço de saneamento, que deve chegar aos 80% do consumo de uma residência.

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