Questão de consciência

Data: 31/01/2011 | Hora: 00:48 | Por: Leonardo Rodrigo


Final de semana para muito é sinônimo de descanso e tranqüilidade. Para outros, agito e badalação. Quando esses dois grupos estão próximos já dá para imaginar a dor de cabeça que aparece. Pois bem, a falta de consciência de alguns tem causado problemas como o episódio de Serrambi, praia do litoral sul, onde uma pessoa foi ferida a bala.

Na confusão, uma jovem de 21 anos foi atingida na perna após uma discussão causada pelo som alto, que incomodava os vizinhos. Em Moreno nenhum caso chegou a esse ponto, mas os problemas por conta do barulho são muitos. Um dos locais mais críticos da cidade é o Pátio de Eventos, no centro. Nos finais de semana a festa tem hora para começar e dura, muitas vezes, até o sol raiar.

Apesar da predominância de casas comerciais no pátio, há diversas famílias que moram nas redondezas. Há relatos de que não há sossego. Um internauta que enviou uma mensagem para este site, afirma que além do barulho e da desordem, há o desrespeito de pessoas que urinam nas casas alheias. “Toda segunda quando saio para trabalhar é aquele fedor” lamenta o internauta.

Mas as queixas não são exclusividade do Pátio de Eventos. Moradores de outras localidades também são obrigados a conviver com essa perturbação, causada por bares ou por som dos carros. Em 2010 o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) lançou a campanha “Som sim, barulho não”, que traz orientação contra a poluição sonora.

A intenção do programa é educar as pessoas para o uso correto dos aparelhos de som. "Essa cultura da poluição sonora já está sendo repassada de pai para filho", adverte o promotor de justiça e coordenador do CAOP-Meio Ambiente, André Silvani. O MPPE disponibilizou material, como cartilha, para orientar o cidadão. Um canal também foi aberto para denúncias (3421-9595) de abuso no volume do som.

Em 2009, uma ação em Moreno promovida pela promotoria local levou paz e sossego para os moradores que sofriam com o som alto. Mas a repressão foi esquecida com o tempo. Um projeto de lei tramita na Câmara Municipal, mas não há previsão quando entra em vigor. Enquanto isso, a única alternativa que os moradores, que sofrem com o som alto, tem é rezar para que, pelo menos, a música seja agradável.
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